Quem circula por bairros do centro de São Paulo, como Bom Retiro, Santa Cecília, Luz, Pari, Brás, República e Cambuci, tem notado mais motos da Polícia Militar com dois policiais a bordo nas últimas semanas. É o Batalhão de Resposta Avançada Operacional, o BRAvO, que completou um mês de atuação nesta semana com mais de 9 mil abordagens registradas, segundo balanço da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo.
O grupo foi criado para agir em pontos da cidade de difícil acesso para viaturas maiores, usando motocicletas com até dois ocupantes e armamento longo. A escolha das áreas leva em conta cruzamento de dados sobre roubos, furtos, quebra de vidros de veículos e ocorrências em vias públicas, além de corredores viários onde a moto consegue circular com mais agilidade do que um carro de patrulha.
Em 20 operações realizadas desde a criação do batalhão, 74 pessoas foram presas, 21 delas já procuradas pela Justiça. O número é atualizado até a noite de quarta-feira (21). A corporação também recuperou cinco veículos e nove celulares com registro de uso em crimes.
Os policiais do BRAvO vistoriaram 5,5 mil veículos no período, resultando em 494 apreensões por irregularidades. Foram lavrados 2,1 mil autos de infração de trânsito, além da apreensão de 7,7 quilos de drogas e R$ 6,6 mil em dinheiro.
"Com dois policiais em uma motocicleta, não reforçamos somente o patrulhamento, mas também proporcionamos mais segurança ao agente que está na rua enfrentando a criminalidade", afirmou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.
A semana reuniu três ações consecutivas do batalhão na região central. Na terça-feira (20), as equipes atuaram na República, no Anhangabaú e na Vila Buarque. Na quarta-feira (21), o reforço foi no Brás e no Cambuci. Já nesta quinta-feira (22), a operação cobriu Bom Retiro, Santa Cecília, Pari, Luz e Canindé, com patrulhamento em vias como as avenidas do Estado, Cruzeiro do Sul e Tiradentes. Em cada um desses dias, mais de 110 motocicletas foram usadas, espalhadas por diferentes ruas da região.
O coronel Vergílio Corrêa Mariano, comandante do Comando de Policiamento de Área Metropolitano 1 (CPA/M-1), afirmou que a presença do batalhão em pontos sensíveis, como comunidades e grandes corredores viários, pode refletir tanto nos índices de criminalidade quanto na sensação de segurança da população. Já o tenente César Costa, da Rocam do 2º Batalhão de Choque, que também pilota nas operações, relatou um caso em que a agilidade das motos permitiu prestar socorro a uma vítima de atropelamento até a chegada da equipe de resgate especializada.
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