Um biguá foi resgatado pela GCM Ambiental de São Bernardo do Campo com um anel plástico, do tipo usado para fechar cortinas, preso à base do pescoço. O objeto impedia a ave de engolir peixes inteiros e a deixou dias sem se alimentar. O resgate aconteceu às margens da Represa Billings, perto da sede da Guarda no Riacho Grande, e o animal foi solto na quinta-feira (30/10) dentro do Parque Natural do Estoril, já recuperado.
Segundo o veterinário responsável pelo ambulatório do Zoológico Municipal de São Bernardo, Marcelo Gomes, o anel preso ao pescoço provocou desidratação, desnutrição e um quadro de estresse severo no animal, que passou vários dias sem conseguir comer.
A equipe do Zoológico retirou o anel, fez a lavagem do esôfago para remover restos de alimento em decomposição e aplicou soro para hidratar a ave. De acordo com Gomes, a reintrodução alimentar foi feita aos poucos, de forma controlada, para evitar complicações depois do período sem comer. Por causa da fragilidade em que foi encontrado, o biguá ficou em observação com a equipe técnica antes da soltura.
O inspetor da GCM Ambiental Denilson Amador contou que um agente percebeu a ave se debatendo na água, sem conseguir caçar peixes, perto da base da Guarda na represa. A captura exigiu uma ação cuidadosa dos agentes para conter o animal sem machucá-lo.
No fim de semana anterior, a GCM Ambiental também resgatou uma capivara de dentro do banheiro de uma empresa na região do Demarchi. O animal passou por consulta no Zoológico e, depois da análise clínica, foi solto perto da margem da Represa Billings, também dentro do Parque Natural do Estoril.
Os dois casos foram conduzidos pela mesma estrutura: a GCM Ambiental faz a captura e o encaminhamento, e a equipe veterinária do Zoológico de São Bernardo cuida da recuperação até a soltura em área de preservação.
O episódio do biguá expõe o risco que o descarte irregular de resíduos representa para a fauna da Billings. Anéis, fios e outros objetos abandonados na natureza podem virar armadilhas para aves e outros animais, causando ferimentos e dificultando a alimentação. Segundo a Prefeitura de São Bernardo, a preservação da fauna silvestre depende tanto do trabalho das equipes de resgate quanto do descarte correto do lixo por parte da população.
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