Botão de pânico de app leva à prisão de homem em SJC

Ex-companheiro descumpriu medida protetiva e foi detido perto de escola onde vítima buscava a filha

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Foto: Desenvolvido pelo Governo de São Paulo, o aplicativo SP Mulher Segura amplia a rede de proteção às mulheres vítimas de v
Foto: Desenvolvido pelo Governo de São Paulo, o aplicativo SP Mulher Segura amplia a rede de proteção às mulheres vítimas de v

Um homem de 39 anos foi preso em flagrante na terça-feira (20) no bairro Monte Castelo, em São José dos Campos, depois que a ex-companheira acionou o botão de pânico do aplicativo SP Mulher Segura. A mulher, de 46 anos, denunciou descumprimento de medida protetiva e injúria.

A Polícia Militar foi acionada pelo sistema e localizou a vítima e o agressor nas proximidades de uma escola, onde ela havia ido buscar a filha. Segundo a corporação, o homem se recusou a deixar o local mesmo após ser solicitado pela mulher e a ofendeu verbalmente diante da equipe policial.

A Justiça havia determinado que o ex-companheiro mantivesse distância mínima de 200 metros da vítima e não tivesse qualquer contato com ela. A proibição foi descumprida no momento da abordagem.

Registro e prisão preventiva

O caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São José dos Campos como violência doméstica, descumprimento de medida protetiva e injúria. O delegado responsável pediu a conversão da prisão em flagrante em preventiva, e o homem segue à disposição da Justiça.

O SP Mulher Segura, aplicativo do Governo do Estado, permite que mulheres com medida protetiva acionem o botão de pânico em situações de risco. O recurso gera automaticamente uma ocorrência no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) e compartilha a localização da vítima para agilizar o envio de uma viatura.

Como funciona o aplicativo

Além do botão de emergência, a plataforma permite cadastrar um contato de confiança como parte da rede de apoio da usuária. O app também reúne um mapa com delegacias da mulher, batalhões da Polícia Militar e unidades do Instituto Médico Legal, com orientações sobre violência doméstica e canais de atendimento.

Até setembro deste ano, o sistema contabilizava 87,6 mil usuárias ativas, 3,3 mil boletins de ocorrência registrados e 22,3 mil acionamentos do botão de pânico, segundo o Governo de São Paulo. A ferramenta também cruza dados com as tornozeleiras eletrônicas usadas por agressores, o que permite identificar aproximações indevidas com mais agilidade.

Fonte: Governo do Estado de São Paulo.


FONTE: Governo do Estado de São Paulo
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