Quem anda de moto ou a pé em Campinas tem um motivo a mais para redobrar a atenção, mas também um dado animador: a cidade reduziu as mortes no trânsito pelo nono mês seguido em 2026. De janeiro a setembro, 35 pessoas morreram em vias urbanas do município, 18 a menos do que no mesmo período de 2025, quando foram 53 óbitos. A queda é de 34%.
Os números fazem parte do Boletim Informativo de Óbitos no Trânsito, divulgado mensalmente pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec). O levantamento considera como vítima fatal quem morre em até 30 dias após o acidente.
Motociclistas e pedestres continuam sendo os mais atingidos: juntos, somam 94% das mortes registradas nas vias urbanas da cidade neste ano. Foram 22 óbitos de motociclistas ou garupas e 11 de pedestres. Mesmo assim, os dois grupos também tiveram queda em relação a 2025: 24% a menos entre motociclistas e 31% a menos entre pedestres, o equivalente a 12 vidas salvas somando as duas categorias.
Campinas segue sem nenhuma morte de ciclista em 2026, depois de registrar duas no mesmo período do ano passado. As mortes de ocupantes de outros veículos também caíram, de seis para dois casos, queda de 67%.
Somando vias urbanas e rodovias que cortam o município, Campinas teve 73 mortes no trânsito até setembro, sendo 38 delas em rodovias. O total representa 24% a menos mortes do que no mesmo período de 2025, ou 23 vidas salvas. Do total de óbitos em vias urbanas e rodovias, 61% eram motociclistas, 23% pedestres, 15% ocupantes de outros veículos e 1% ciclista.
Cinco vias concentram quase um terço das 35 mortes registradas no eixo urbano neste ano. A antiga rodovia Santos Dumont, em trecho urbano, teve três óbitos, sendo dois motociclistas e um pedestre. A avenida John Boyd Dunlop e a avenida Oswaldo Veiga tiveram dois óbitos cada.
Entre os 35 casos ocorridos em vias urbanas, 19 já tiveram as causas analisadas pelo Comitê Intersetorial do Programa Vida no Trânsito. O álcool ao volante segue como o principal fator de risco identificado, presente em oito mortes, 42% do total analisado. Velocidade excessiva ou inadequada e falta de habilitação aparecem empatadas na sequência, com sete casos cada, 37% do total.
Segundo o presidente da Emdec, Vinicius Riverete, a queda nos números é resultado de ações integradas de fiscalização, obras de sinalização e campanhas educativas. Até setembro, a empresa sinalizou 153,4 mil metros quadrados de vias, instalou 5,2 mil novas placas e 255 rampas de acessibilidade. Também fez 175 blitze, que identificaram 6,3 mil condutas de risco, além de 24 "Operações pela Vida" com 16,7 mil testes de bafômetro. Foram instalados ainda 10 novos radares em pontos críticos e 9 novas câmeras de fiscalização remota.
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