Guarujá tem companhia de dança que leva espetáculos a praças

Cia Barrê de Dança, criada por Ana Barreto há quatro anos, mistura bailarinas profissionais e iniciantes em espetáculos pela Cidade

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Foto: Divulgação/Prefeitura de Guarujá
Foto: Divulgação/Prefeitura de Guarujá

Quem passa pelas praças e teatros de Guarujá pode se deparar com os espetáculos da Cia Barrê de Dança, grupo que mistura bailarinas profissionais e pessoas sem experiência em cena, sob o comando da bailarina Ana Barreto. A companhia nasceu há quatro anos, no período pós-pandemia, e hoje é uma das referências da dança contemporânea na cidade.

Ana começou no balé aos quatro anos e passou nove anos em formação antes de decidir fazer da dança profissão. Durante a pandemia, morava em São Paulo e voltou a Guarujá, onde enxergou a chance de montar a companhia que já planejava havia tempos. Segundo ela, o momento era favorável porque "as pessoas estavam sedentas por trocas reais, arte e espetáculos presenciais".

Espetáculos em praças e teatros

A Cia Barrê de Dança trabalha com dança contemporânea e dança-teatro e leva apresentações não só para dentro dos teatros, mas também para praças e outros espaços públicos do município. A proposta é aproximar moradores da produção artística feita na própria cidade, ampliando o acesso a quem talvez não frequente salas de espetáculo.

Um dos pilares do projeto é reunir no elenco bailarinas profissionais ao lado de iniciantes, com diferentes tipos de corpo. "Sempre acreditei que a dança é para todos, independentemente da experiência ou das características físicas", afirmou Ana Barreto.

O maior desafio dos primeiros anos foi conquistar público. Depois de quatro anos de trabalho, a companhia afirma ter formado uma base de espectadores fiéis que cresce a cada apresentação, embora a artista descreva o processo como "uma luta contínua para aproximar a população dos espetáculos produzidos pelos artistas da nossa Cidade".

Projetos com recursos da Lei Paulo Gustavo

Entre as conquistas da companhia estão projetos aprovados em editais ligados à Lei Paulo Gustavo e à Política Nacional Aldir Blanc, mecanismos federais de fomento à cultura. Segundo Ana, esses recursos permitiram transformar projetos em espetáculos reais, em trabalhos que, segundo ela, "muitas vezes não seriam viáveis sem esse apoio".

Os planos da companhia incluem expandir a atuação para além de Guarujá, levando espetáculos a outras cidades da Baixada Santista e ao estado de São Paulo. Ana também segue atuando como professora, buscando despertar nos alunos o interesse pela dança como prática contínua de autoconhecimento.


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