Quarenta e uma unidades públicas de Osasco vão passar a comprar energia fora do sistema tradicional de distribuição a partir de fevereiro de 2027. A mudança faz parte de um plano da Prefeitura para cortar gastos com eletricidade em prédios municipais e deve render economia de R$ 3,4 milhões entre 2027 e 2031.
O contrato para a migração já foi assinado com a empresa BR Energias, e os trâmites necessários junto à Enel, distribuidora que atende a região, também foram concluídos. Falta apenas o fim de um período de carência exigido para esse tipo de contratação, que deve terminar em fevereiro de 2027. Só depois disso as unidades passam de fato a operar no novo modelo de compra de energia.
No modelo tradicional, consumidores compram energia apenas da distribuidora da região, no caso de Osasco a Enel, com tarifas reguladas. No Mercado Livre de Energia, grandes consumidores, como prédios públicos, podem negociar diretamente com geradoras ou comercializadoras, geralmente a preços menores. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da energia, mas o contrato comercial passa a ser com outra empresa, no caso de Osasco a BR Energias.
Segundo a Prefeitura, a migração das 41 unidades deve reduzir em cerca de 21% os custos de energia desses prédios, além de abrir espaço para o uso de fontes renováveis.
A migração para o mercado livre é apenas uma das três frentes de um programa mais amplo de gestão energética da Prefeitura, que prevê economia total de R$ 10,7 milhões entre 2026 e 2031. As outras duas etapas já contabilizadas são a revisão de encargos cobrados nas contas de energia, com economia estimada em R$ 4,32 milhões, e a otimização da demanda contratada junto à distribuidora, com R$ 3 milhões projetados.
A Prefeitura não detalhou, no anúncio, quais são as 41 unidades contempladas nem o critério usado para selecioná-las dentro da rede municipal.
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