Professores de Santos trocam práticas de educação inclusiva

Encontro na Seduc reuniu docentes do AEE que usam jogos recicláveis e arte para ensinar alunos com deficiência

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Foto: Divulgação/Prefeitura de Santos
Foto: Divulgação/Prefeitura de Santos

Jogos feitos com material reciclável e atividades que misturam arte, movimento corporal e estímulo sensorial estão entre as práticas usadas por professores da rede municipal de Santos para ensinar alunos com deficiência. As experiências foram apresentadas nesta quinta-feira (22) em um encontro promovido pela Secretaria de Educação (Seduc) de Santos, no auditório da pasta, para professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE), serviço voltado a estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades.

A atividade foi organizada pela Seção de Educação Especial (Sedesp), ligada à Seduc, e teve como objetivo multiplicar entre as escolas da cidade soluções que já vêm dando resultado em sala de aula.

O que foi apresentado

A professora Ângela Maria Avelino Nascimento mostrou como jogos confeccionados com materiais recicláveis ajudam a estimular habilidades cognitivas, raciocínio lógico e percepção espacial dos estudantes. Segundo ela, o uso desse material deixa os alunos mais engajados nas atividades, o que favorece o desenvolvimento das habilidades trabalhadas.

Já a professora Elaine Marinho apresentou atividades que unem arte e educação, com recursos visuais, movimentos corporais e experiências sensoriais para favorecer a comunicação, a autonomia e a aprendizagem dos estudantes. Para ela, incluir é garantir que cada criança tenha oportunidade de participar, adaptando caminhos e oferecendo diferentes formas de acesso, sem limitar o potencial de cada aluno.

Por que a Seduc promoveu o encontro

De acordo com a chefe da Sedesp, Ana Paula Fernandes Teixeira, a ideia de reunir os professores surgiu durante visitas às escolas municipais, quando a equipe da secretaria identificou experiências bem-sucedidas que mereciam ser compartilhadas com outras unidades.

A avaliação da Sedesp é que a troca entre docentes ajuda a melhorar o atendimento aos alunos com deficiência e valoriza o trabalho desenvolvido dentro das salas de aula. A pasta pretende dar continuidade a encontros desse tipo para ampliar o alcance das práticas consideradas mais eficazes na rede municipal.


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