
A Prefeitura de Santos assinou nesta quarta-feira (21) o decreto que cria o grupo de trabalho responsável por um novo Censo da População em Situação de Rua na cidade. O levantamento será feito em parceria com a Unifesp, campus Baixada Santista, e vai atualizar dados que estão defasados desde 2019.
Naquele ano, o último censo realizado identificou 868 pessoas adultas em situação de rua em Santos, sendo 761 nas ruas e 107 em serviços de acolhimento. Os resultados completos só foram apresentados em 2020, quando a pandemia de covid-19 já havia mudado a realidade retratada na pesquisa.
O novo levantamento deve começar a ser aplicado a partir de fevereiro de 2027, segundo cronograma da Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds). Antes disso, estão previstas as etapas de formação das equipes, construção da metodologia e mapeamento dos pontos de pernoite pela cidade.
O grupo de trabalho reúne representantes da Seds, da Secretaria de Saúde, da Unifesp e também da própria população em situação de rua, que vai participar da construção da pesquisa. A ideia, segundo a prefeitura, é unir conhecimento técnico, experiência de quem atua no atendimento e a vivência de quem está nas ruas.
Depois do mapeamento e de um pré-teste, a aplicação dos questionários será seguida por análise de dados e elaboração de relatórios técnicos. A divulgação dos resultados está prevista para julho ou agosto de 2027, mês em que o Brasil marca a data de conscientização sobre os direitos da população em situação de rua.
Segundo a titular da Seds, Renata Bravo, a atualização do diagnóstico é necessária porque o cenário mudou desde a pandemia. Ela afirmou que o novo censo chega com "nova expertise e novo aprendizado", com foco também na formação de equipes e na conscientização da sociedade.
O prefeito Rogério Santos disse que o levantamento vai além de uma contagem de pessoas e deve gerar subsídios para novas políticas públicas voltadas à população em situação de rua. Já o diretor do campus Baixada Santista da Unifesp, Odair Aguiar Junior, afirmou que o objetivo é construir um diagnóstico que considere também os determinantes sociais que levam à situação de rua, e não apenas números.
O professor Diego Taboada da Silva, do curso de Serviço Social da Unifesp, afirmou que o grupo de trabalho já se organiza para cumprir o cronograma definido para os próximos meses.
Fonte: Prefeitura de Santos.