USP de Ribeirão Preto instala Banco Vermelho nesta quarta

Estrutura simbólica contra o feminicídio será fixada na Faculdade de Direito, com QR code e orientações para denúncias

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Foto: Luís Ribeiro A mensagem O silêncio isola
Foto: Luís Ribeiro A mensagem O silêncio isola

A Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP) da Universidade de São Paulo instala nesta quarta-feira, 21 de outubro, às 10h, um Banco Vermelho dedicado ao combate ao feminicídio. A estrutura ficará no segundo andar do prédio, próxima às escadas e ao elevador.

O banco traz a frase "O silêncio isola. A voz une. A união transforma" e integra o projeto do Instituto Banco Vermelho (IBV), presente em mais de 200 pontos espalhados por 12 Estados brasileiros, entre espaços públicos, universidades e órgãos do sistema de Justiça.

Informações e canais de denúncia no próprio banco

Além da frase principal, uma placa trará os dizeres "Uma luta pelo feminicídio zero", com dados sobre a violência contra a mulher e orientações de como buscar ajuda ou denunciar casos. Um QR code impresso na estrutura leva a uma mensagem gravada pela cantora e advogada Juliette Freire.

A cor vermelha remete ao sangue das vítimas de feminicídio e é usada propositalmente em locais de grande circulação para chamar atenção ao tema.

A instalação na FDRP partiu do Núcleo de Estudos de Direito, Diversidade e Informação (Neddi), coordenado pelo professor Luiz Carlos Garcia. Para o lançamento, foram convidados representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Delegacia de Defesa da Mulher e da Vara Especial de Violência contra a Mulher.

Origem do projeto

O Instituto Banco Vermelho surgiu em 2023, no Recife, criado por Andrea Rodrigues e Paula Limongi após as duas perderem uma amiga vítima de feminicídio. A iniciativa teve como referência um movimento de mesmo nome nascido na Itália, em 2016.

Desde 2024, por força da Lei Federal nº 14.942, o projeto passou a integrar oficialmente a programação do Agosto Lilás, campanha nacional de enfrentamento à violência contra a mulher.

Fonte: Universidade de São Paulo.


FONTE: Universidade de São Paulo
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