Mutirão limpa manguezal do São Manoel, em Santos, neste sábado

Moradores e voluntários retiraram lixo da maré na Praça Euzébio Rocha, na Zona Noroeste, dentro do projeto Tecendo as Águas

Por
Foto: Divulgação/Prefeitura de Santos
Foto: Divulgação/Prefeitura de Santos

Quem passou pela Praça Euzébio Rocha, no bairro São Manoel, na Zona Noroeste de Santos, neste sábado (7) encontrou moradores e voluntários de luvas nas mãos, recolhendo lixo acumulado na maré que cerca o manguezal da região. O mutirão juntou profissionais da Terra Santos, empresa responsável pela gestão de resíduos e áreas verdes do município, e começou com um café da manhã coletivo preparado por empreendedores do próprio bairro.

A ação faz parte do projeto Tecendo as Águas: Serra, Terra e Mar, que atua na conservação de áreas ambientais de Santos e busca aproximar os moradores do cuidado com o território onde vivem. Além da retirada de resíduos, o projeto trabalha a valorização de quem atua na proteção ambiental e promove atividades de educação sobre a importância dos manguezais para a cidade.

Por que o descarte de lixo na maré preocupa quem mora no bairro

Moradora do São Manoel há anos, Jaqueline Francisca das Dores, de 46 anos, participou do mutirão e criticou quem ainda joga lixo na maré mesmo depois de ações anteriores de limpeza. Segundo ela, o descarte irregular prejudica os peixes e afeta diretamente quem pesca na região para se alimentar.

Marcos Antônio, presidente da Associação de Moradores do Bairro São Manoel, já participou de cinco mutirões no local. Para ele, a mobilização é uma forma de lembrar a população que a conservação do manguezal também depende da adesão à coleta seletiva e da responsabilidade de cada morador. Ele destacou ainda que o manguezal, se preservado, pode se tornar fonte de renda para a comunidade.

Qual o papel do manguezal para a cidade

Os manguezais funcionam como berçários naturais para diversas espécies marinhas, ajudam a manter a qualidade da água, contribuem para a proteção da costa contra erosão e têm papel no equilíbrio climático por armazenar carbono.

A coordenadora do projeto, Beatriz Pro, afirmou que o trabalho não se limita à retirada de lixo. Segundo ela, a aproximação com os moradores e a educação ambiental são etapas essenciais para mudar comportamentos e criar um vínculo de pertencimento entre a comunidade e a natureza local, já que entender as causas da degradação das áreas é parte do processo de conservação.

A iniciativa integra o item 13 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, voltado à ação contra a mudança climática global.


Tags »
Notícias Relacionadas »