Quem sintoniza a Rádio USP tem seis atrações novas na grade a partir deste mês, parte das comemorações dos 50 anos da emissora, mantida pela Universidade de São Paulo. Outros dois programas devem estrear em novembro, ainda sem data e horário fechados.
Uma das novidades é Cartas ao Oceano, feito em parceria com o Museu da Imigração do Estado de São Paulo e apresentado pelo radialista Fernando Alves. O programa reconstrói histórias de imigrantes de diferentes países que se estabeleceram no Brasil. Vai ao ar às segundas-feiras, às 17 horas, com reapresentação aos sábados, às 18 horas, toda semana.
Outra estreia é Conversar.I.A., sobre inteligência artificial, apresentado pela professora Giselle Beiguelman, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design (FAU) da USP, e pela escritora Rosana Hermann. O programa é exibido às terças, às 17 horas, com reapresentação quinzenal aos sábados, às 15 horas.
O jornalista Fabrício Marques assina o Hora da Ciência, voltado a pesquisas recentes em ciência, tecnologia e inovação, às sextas-feiras, às 13 horas, com reapresentação semanal aos sábados, às 16 horas. Já 3 Caras e 1 Obra, que nasceu como podcast, reúne os professores da Faculdade de Educação da USP Marcos Euzebio, Rogério de Almeida e Roni Menezes em bate-papo informal sobre filmes, livros, discos e outras produções culturais, às terças, às 17 horas, com reapresentação aos sábados, às 15 horas.
O jornalista e historiador Moacir Assunção dirige o Por Trás da História, com entrevistas a historiadores sobre bastidores de fatos históricos, aos sábados, às 10 horas, e reapresentação às terças, às 13 horas. A jornalista Leila Kiyomura comanda o Arte Brasil, com entrevistas a artistas ligados à USP, e a professora Clotilde Perez, diretora da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, apresenta o Próxima Estação: Vozes e Reflexões de Mulheres Protagonistas, com relatos de trajetória de mulheres de diferentes áreas.
Para novembro estão previstos Imprensa Falada, quinzenal, apresentado por Alexandra Itacarambi, diretora do Portal Imprensa, e pelo jornalista Lúcio Mesquita, que vai participar de Londres, onde mora. O programa tratará de coberturas jornalísticas e fake news. O outro é Performance, mensal, em que um artista convidado apresenta e comenta uma playlist preparada por ele mesmo. Antonio Adolpho e Roberto Menescal estão entre os cotados para a atração.
A diretora da Rádio USP, jornalista Márcia Avanza, disse que as comemorações dos 50 anos também servem para reconhecer quem passou pela emissora nas últimas cinco décadas. Segundo ela, a programação musical, marcada pela música brasileira, será mantida, com MPB intercalada a gêneros como erudito e forró, espaço para artistas independentes e para faixas menos conhecidas de nomes já consagrados, sem foco no mainstream.
A emissora already revelou nomes hoje consagrados, como o apresentador William Bonner, que começou como estagiário quando ainda era aluno da ECA, e o cantor Zeca Pagodinho, descoberto no programa O Samba Pede Passagem, apresentado por Moisés da Rocha, que também deu espaço ao grupo Fundo de Quintal, a Leci Brandão e a Almir Guineto. Avanza recorda ainda um episódio inusitado da história da rádio: um antigo diretor simulou, em tom de radioteatro inspirado em Orson Welles, que a Serra do Mar estava desabando, e o episódio chegou a assustar ouvintes. Para o professor Luiz Alberto de Farias, superintendente de Comunicação Social da USP, a Rádio USP é um patrimônio de São Paulo por manter uma programação distinta do mercado e de alto nível cultural.