Quem mora em cidades do Vale do Paraíba e do litoral norte atendidas pelo Deinter 1 teve, em setembro, um mês sem nenhum registro de latrocínio, o roubo seguido de morte. No mesmo mês do ano passado, a região havia contabilizado duas ocorrências desse tipo. O levantamento é da Polícia Civil do Estado de São Paulo e cobre 39 municípios, entre eles São José dos Campos, Taubaté, Guaratinguetá, Jacareí e São Sebastião.
No acumulado de janeiro a setembro, os latrocínios caíram de quatro para três casos, o menor número para o período desde 2001, segundo os dados oficiais.
Os roubos em geral também recuaram. Foram 148 ocorrências em setembro deste ano, contra 191 no mesmo mês de 2025, queda de 22,5% e o menor número da série histórica para o mês. De janeiro a setembro, o total chegou a 1.647 roubos, 18,4% a menos que os 2.018 registrados no mesmo período do ano passado.
Os homicídios dolosos passaram de 22 para 20 casos em setembro, redução de 9,1% na comparação com o mesmo mês de 2025. A Polícia Civil informou que tem priorizado o acompanhamento dessas investigações, com coleta de vestígios, perícia em materiais apreendidos e diligências para identificar e prender suspeitos.
Segundo a delegada Renata Lourenço, do Deinter 1, a análise contínua dos índices criminais permite identificar padrões de crime e orientar a atuação das equipes. Ela afirmou que o objetivo das investigações vai além de prender responsáveis: é dar resposta às famílias das vítimas, especialmente nos casos de latrocínio e homicídio.
O trabalho conjunto entre Polícia Civil, Polícia Militar e guardas municipais também aumentou o volume de apreensões na região. Em setembro, foram recolhidas 97 armas ilegais, 25,9% a mais que as 77 armas retiradas de circulação no mesmo mês de 2025.
Também foram presos ou apreendidos 1.093 infratores, 30 a mais que em setembro do ano passado, e apreendidos 264,1 quilos de drogas, entre maconha, crack e cocaína, ante 220 quilos apreendidos em setembro de 2025. A Polícia Civil atribui os resultados ao reforço de equipes, à integração entre as corporações e ao uso de câmeras de segurança, drones, análise de dados de celulares e computadores e do programa Muralha Paulista.
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