São José dos Campos leva água e esgoto ao Capuava

Sabesp investe R$ 13,7 milhões em redes de água e esgoto no bairro; obras começaram em outubro e terminam em dezembro de 2026

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Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo
Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

Moradores do bairro Capuava, em São José dos Campos, vão passar a contar com rede de água tratada e coleta de esgoto nos próximos meses. A Sabesp iniciou no dia 19 de outubro as obras que vão atender cerca de 1.600 pessoas da região, até então sem a infraestrutura completa de saneamento.

O investimento é de R$ 13,7 milhões. Estão previstos 10,7 quilômetros de novas redes de água e outros 10,7 quilômetros de redes de esgoto, além de um sistema de bombeamento de água e de uma estação elevatória para encaminhar o esgoto coletado até o tratamento.

A previsão da Sabesp é concluir os trabalhos em dezembro de 2026, menos de dois meses após o início das obras.

O que muda para quem mora no Capuava

Até a conclusão das obras, o bairro não contava com rede própria de esgoto nem com a estrutura necessária para garantir abastecimento de água com mais segurança. Com a nova infraestrutura, a companhia passa a coletar e transportar o esgoto gerado pelos moradores até unidades de tratamento, em vez de deixar o despejo sem destino adequado.

A expectativa da concessionária é que a obra reduza problemas sanitários e ambientais que afetam historicamente a região, já que a ausência de coleta de esgoto costuma estar associada a contaminação do solo e de cursos d'água, além de riscos à saúde da população.

Segundo Emerson José dos Santos, diretor regional da Sabesp, a obra também prepara o bairro para acompanhar o crescimento populacional de São José dos Campos. "Essas obras representam um avanço importante para o Capuava, ampliando o acesso da população aos serviços de saneamento e preparando a infraestrutura do bairro para o futuro", afirma.

Antecipação da meta de universalização

A obra no Capuava integra o Plano de Universalização do Saneamento da Sabesp, que prevê antecipar em quatro anos o prazo para universalizar o atendimento no estado de São Paulo. Pelo Marco Legal do Saneamento Básico, a meta de garantir 99% de acesso à água potável e 90% de coleta e tratamento de esgoto estava prevista para 2033. A companhia afirma que pretende alcançar esses números já em 2029 na área onde atua.


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