Votar no 2º turno vale como prova de vida no INSS

Aposentados e pensionistas que comparecerem às urnas neste sábado dispensam o procedimento separado junto ao INSS

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Imagem ilustrativa. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Imagem ilustrativa. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que forem às urnas neste sábado (25), no 2º turno das Eleições 2026, não precisam fazer a prova de vida separadamente. O registro do voto já cumpre essa exigência, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A informação vale para beneficiários de todo o estado de São Paulo, da capital ao interior e ao litoral. No 2º turno, os eleitores paulistas votam apenas para presidente da República, em disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). A votação ocorre das 8h às 17h.

Como funciona a validação

Segundo o TSE, existe uma parceria entre a Justiça Eleitoral e o INSS que permite ao órgão previdenciário consultar os sistemas informatizados da votação. Ao confirmar que o beneficiário compareceu às urnas, o INSS já considera a prova de vida feita, sem exigir nenhum procedimento adicional da pessoa.

O TSE destaca que a responsabilidade pela utilização dessa informação para fins de prova de vida é do próprio INSS, que cruza os dados do comparecimento eleitoral com seus cadastros.

Quem não votar não tem o benefício bloqueado

Quem não comparecer à votação de sábado não corre risco imediato de suspensão do pagamento. O voto é obrigatório apenas para pessoas alfabetizadas entre 18 e 70 anos, sendo facultativo para analfabetos, maiores de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos.

Para esses casos, o INSS recorre a outras formas de comprovação por meio do sistema Siris, que reúne dados de diferentes fontes do governo, como emissão de documentos, movimentações bancárias ou atendimentos em serviços públicos, para confirmar que o beneficiário está vivo.

O beneficiário só é notificado a regularizar a situação quando nenhuma dessas fontes consegue confirmar que ele está vivo. Nesse caso, o INSS orienta o procedimento de prova de vida a ser feito separadamente, fora do contexto eleitoral.

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