Avenida Paulista recebe festa de Lula após 4ª eleição

Ato na capital paulista reuniu apoiadores de Lula, que cantou o Hino da Independência e discursou ao lado de Alckmin

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Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A Avenida Paulista, na capital, voltou a ser palco de uma concentração política neste domingo (25), quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou para apoiadores após ser reeleito para um quarto mandato. No palco montado na via, Lula pediu que o público cantasse o Hino da Independência do Brasil, repetindo um gesto que já havia feito em manifestação no mesmo local no dia anterior.

Antes da festa, em entrevista coletiva, o presidente afirmou que houve intromissão estrangeira no processo eleitoral e que plataformas digitais tentaram influenciar o resultado da disputa no país.

O que disse Lula

Durante o discurso, Lula afirmou que a eleição de 2026 deixou uma lição para a condução do novo governo. Segundo ele, o episódio mostrou a necessidade de ouvir mais a população nas decisões administrativas.

"Quando o governante não sabe o que fazer, ele pergunta ao seu povo que o seu povo saberá ensinar o que ele tem que fazer", disse o presidente à multidão reunida na avenida.

Lula também comentou sua trajetória pessoal, lembrando que chegou à Presidência sem diploma universitário e após décadas como metalúrgico. Ele voltou a agradecer o deputado federal André Janones (Rede-MG), que coordenou uma campanha de apoio à reeleição nas redes sociais e comandou o canal de WhatsApp chamado Exército do Lula, apontado como decisivo no segundo turno. Na ocasião, pediu que a mobilização não se encerrasse com o resultado das urnas.

Fala de Alckmin

O vice-presidente Geraldo Alckmin também discursou no mesmo palco e destacou números da eleição. Segundo ele, Lula recebeu mais de 64 milhões de votos, atingiu a quarta eleição para o cargo e contou com a menor taxa de abstenção em 20 anos. Alckmin citou ainda o desempenho em São Paulo, estado em que, segundo ele, a votação de Lula cresceu 27,5% entre o primeiro e o segundo turno.

Alckmin afirmou que o presidente reeleito "salvou a democracia no Brasil duas vezes", em referência a mandatos anteriores.

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