Campinas leva 2 mil alunos à Mata de Santa Genebra em 2026

Participação em trilhas e visitas na reserva cresce 32% e já supera o total de 2025, com inscrições abertas por semestre às escolas

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Foto: Dreison Medeiros/Arquivo Pessoal
Foto: Dreison Medeiros/Arquivo Pessoal

Estudantes da rede municipal de Campinas vão à Mata de Santa Genebra para conhecer trilhas, o borboletário e outras áreas da reserva, em atividades que juntam educação ambiental e aula fora da sala de aula. Entre janeiro e outubro de 2026, 2.037 alunos da educação infantil e do ensino fundamental participaram dessas ações, segundo a Fundação José Pedro de Oliveira (FJPO), responsável pela gestão da mata.

O número já é 500 maior do que o total registrado em todo o ano de 2025, quando 1.537 estudantes passaram pelo programa. O crescimento de 32% ocorre em um ano em que o meio ambiente entrou entre os focos do plano pedagógico da Secretaria Municipal de Educação de Campinas.

Como funcionam as visitas

A maior parte dos alunos, 1.221 no total, participou de visitas monitoradas dentro da Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) da Mata de Santa Genebra. Para ter acesso a essa modalidade, as escolas municipais precisam ficar atentas aos períodos de inscrição abertos pela fundação a cada semestre, quando manifestam interesse em levar as turmas à reserva ao longo do ano.

Outros 290 estudantes foram atendidos pelo projeto "A Mata Vai", em que profissionais da fundação vão até as escolas para apresentar conteúdos sobre a Mata de Santa Genebra, sem necessidade de deslocamento dos alunos.

Quando as vagas oferecidas diretamente pela fundação se esgotam, as escolas podem recorrer a condutores credenciados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para realizar as visitas. Essa modalidade, aberta também a outros públicos além de estudantes, atendeu 526 alunos neste ano.

Formação de professores

Em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, a fundação também tem promovido a formação de professores da rede municipal para que eles próprios possam atuar no monitoramento das visitas à mata, ampliando a capacidade de atendimento às escolas.

Segundo o biólogo Cristiano Krepsky, que atua na Mata de Santa Genebra, a procura pelas atividades deve continuar em alta diante do cenário de mudanças climáticas, incluindo o fenômeno El Niño, e das medidas da Prefeitura voltadas à conscientização da população sobre esses impactos.


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