Campinas debate orçamento de R$ 12,6 bi para 2027

Audiência pública na Câmara discutiu a LOA 2027; Educação e Saúde somam R$ 5,4 bilhões, quase metade dos recursos previstos

Por
Foto: Vinicius Barbosa Alves/Câmara Municipal
Foto: Vinicius Barbosa Alves/Câmara Municipal

Quem mora em Campinas já pode acompanhar para onde vai o dinheiro público no próximo ano. A Câmara Municipal realizou nesta sexta-feira (6) uma audiência pública para discutir o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027, que prevê R$ 12,695 bilhões em receitas e despesas para a Prefeitura. O valor representa aumento de 8,3% em relação ao orçamento de 2026, que foi de R$ 11,725 bilhões.

Como nos últimos anos, Educação e Saúde seguem concentrando a maior fatia dos recursos. Juntas, as duas áreas somam R$ 5,4 bilhões, cerca de 43% de todo o orçamento municipal. A Educação deve receber R$ 2,844 bilhões, incluindo os recursos da Fundação Municipal para Educação Comunitária (Fumec). A Saúde fica com R$ 2,563 bilhões, valor que engloba a Rede Municipal Dr. Mário Gatti.

O que muda em obras e serviços

Parte do orçamento da Educação está reservada para obras. São R$ 48,4 milhões para construir novas escolas municipais de ensino fundamental, R$ 6 milhões para reformar centros de educação infantil e R$ 49,7 milhões para reformas em unidades educacionais e administrativas da secretaria.

Na Saúde, a proposta inclui R$ 10,1 milhões para a construção da UPA Campo Belo Sul e R$ 2 milhões para a reforma do Centro de Saúde Figueira. Também há previsão de recursos para continuar as obras dos centros de saúde Boa Esperança, Myrian e Village, além do CAPS AD III Sul.

Outras áreas também aparecem na proposta orçamentária. A Secretaria de Serviços Públicos, responsável por gestão de resíduos sólidos e iluminação pública, é a terceira pasta com maior orçamento, com R$ 711,8 milhões. A Assistência Social deve receber R$ 429,1 milhões, recurso que bancará ações como o programa Renda Campinas. Para Transportes, a previsão é de R$ 410,2 milhões, com obras de manutenção e ampliação de ciclovias e melhorias em abrigos de ônibus.

A infraestrutura contra enchentes também está no orçamento: R$ 239,5 milhões estão reservados para construção de reservatórios de contenção, e R$ 29,7 milhões para pavimentação e drenagem.

De onde vem o dinheiro

A Prefeitura espera arrecadar mais com impostos municipais em 2027. A previsão do ISSQN, cobrado sobre serviços, sobe de R$ 2,244 bilhões para R$ 2,701 bilhões. O IPTU deve passar de R$ 1,658 bilhão para R$ 1,742 bilhão, e o ITBI, pago na transferência de imóveis, de R$ 308,9 milhões para R$ 421,8 milhões.

Já os repasses federais devem cair. A previsão do Fundeb recua de R$ 535,9 milhões para R$ 525,4 milhões, e os recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) devem passar de R$ 591,2 milhões para R$ 510,8 milhões. Segundo o secretário municipal de Finanças, Aurílio Caiado, a audiência serviu para esclarecer dúvidas de vereadores e da população e dar mais transparência ao planejamento da cidade. A proposta da LOA foi elaborada após consulta pública aberta de 1º a 31 de julho, que recebeu 5.439 sugestões da população, com destaque para pedidos ligados a pavimentação, saúde, segurança e mobilidade.

Leia também: Câmara de SP avança projeto contra vape nas escolas

Leia também: Enamed vira obrigatório para alunos de medicina em SP


Tags »
Notícias Relacionadas »