Cantareira volta a passar de 50% após 16 meses na Grande SP

Reservatório que abastece a Grande São Paulo chegou a 51,2% neste sábado (31), impulsionado pelas chuvas de outubro

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Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo
Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

Quem mora na Grande São Paulo e depende do Sistema Cantareira para o abastecimento de água tem uma boa notícia neste fim de semana. O reservatório, principal manancial que atende a região metropolitana, chegou a 51,2% neste sábado (31), fechando outubro acima da marca dos 50% pela primeira vez em mais de um ano. A última vez que o sistema havia atingido esse patamar foi em 17 de junho de 2025.

O motivo da recuperação são as chuvas acima da média registradas nos últimos dois meses. Em outubro, choveu 210,8 milímetros na região do Cantareira, volume 162% maior que o esperado para o período, que é de 130 milímetros, segundo dados da Sabesp. Em setembro, o acumulado também superou em muito a média histórica: foram 282,5 milímetros, o equivalente a 358,3% do esperado para o mês.

O que isso muda para quem mora na Grande SP

A melhora no Cantareira reflete diretamente na água que chega às torneiras da capital e de cidades vizinhas. O sistema integra o Sistema Integrado Metropolitano (SIM), uma rede de sete reservatórios interligados que juntos abastecem a região metropolitana de forma integrada, o que reduz o risco de falta de água mesmo quando um manancial específico está mais baixo. Neste sábado, o SIM como um todo operava com 61,9% de sua capacidade total.

Desde agosto do ano passado, por determinação da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), o SIM opera à noite com redução de pressão durante oito horas, medida criada para preservar os reservatórios em um momento de maior escassez. Segundo o Governo do Estado, essa gestão noturna da demanda já gerou uma economia estimada em mais de 209 bilhões de litros de água, volume equivalente ao consumo de 36 milhões de pessoas.

A recuperação do Cantareira não significa, até o momento, o fim dessa restrição noturna, que segue em vigor como parte da estratégia de preservação dos mananciais da região.

Outras ações em andamento

Paralelamente à recuperação dos níveis, o Governo de São Paulo informou que acompanha junto à Sabesp outras frentes voltadas à segurança hídrica da região, como a antecipação de obras estratégicas, manobras de transferência de água entre diferentes sistemas, distribuição de caixas d'água para população em situação de vulnerabilidade e reforço de equipes de manutenção, incluindo caminhões-pipa para atendimento emergencial.

O estado também apresentou uma metodologia de gestão hídrica que estabelece faixas de atuação conforme o nível dos reservatórios, com ações previstas para cada cenário, na tentativa de dar mais transparência e previsibilidade à população sobre o que esperar em cada situação do abastecimento.


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