Diesel segue com desconto de R$ 2,12 por litro em SP

Governo federal renova por mais um mês a subvenção ao combustível e prepara envio de MP que cria o Imposto Seletivo a partir de 2027

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Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

Quem abastece caminhão, ônibus ou máquina agrícola no estado de São Paulo continua pagando menos pelo diesel neste mês. O governo federal renovou a subvenção de R$ 2,12 por litro do combustível, medida que ajuda a segurar o preço nas bombas e tem validade de um mês, podendo ser prorrogada depois disso.

A confirmação veio do Ministério do Planejamento e Orçamento nesta terça-feira (27), logo depois de o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciar a renovação em entrevista em Brasília. Para transportadores e produtores rurais paulistas, isso significa manutenção do desconto que já vinha sendo aplicado, sem alta repentina no custo do frete ou da produção agrícola.

Imposto Seletivo chega ao Congresso nesta semana

Durigan também disse que o governo deve enviar ao Congresso Nacional, nos próximos dias, a Medida Provisória que define as alíquotas do Imposto Seletivo. O tributo, aprovado dentro da reforma tributária, é conhecido como "Imposto do Pecado" porque incide sobre produtos e atividades considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

Entram na lista cigarros, bebidas alcoólicas, refrigerantes, alguns tipos de veículos, extração de bens minerais, loterias, apostas e jogos de fantasy sports (modalidade de apostas online). A cobrança começa em 2027, mas a definição das alíquotas pelo Congresso vai determinar o peso do novo imposto no bolso de quem consome esses produtos em todo o país, incluindo São Paulo, maior mercado consumidor do Brasil.

Segundo Durigan, o texto deve ser enviado "em breve, provavelmente esta semana". No início de outubro, o ministro já havia adiantado que a proposta seria encaminhada ao Congresso logo após o segundo turno das eleições gerais, realizado no último domingo (25).

O que ainda falta definir

A MP vai estabelecer os percentuais de cobrança para cada categoria de produto ou atividade. Até a publicação da medida, não há valores confirmados de alíquota, nem detalhes sobre como a cobrança vai afetar preços específicos de cigarros, bebidas ou veículos no varejo paulista.

Para consumidores e empresas de São Paulo, o período que antecede a votação no Congresso é o momento de acompanhar o texto da MP, já que qualquer alteração nas alíquotas propostas pelo governo pode mudar o impacto final no preço desses produtos a partir de 2027.


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