Quem faz arte ligada à cultura negra em Santo André e região tem até segunda-feira (2) para se inscrever na seleção que vai definir a programação do Novembro Negro 2026 na cidade. A chamada é da Secretaria de Cultura de Santo André e vai escolher até dez propostas, cada uma com direito a R$ 8 mil brutos.
As atividades escolhidas vão acontecer nos dias 27, 28 e 29 de novembro, em equipamentos culturais e espaços públicos de Santo André. As datas, os horários e os locais específicos de cada atração ainda serão definidos pela própria Secretaria de Cultura.
As inscrições são feitas pela plataforma CulturAZ, no link https://bit.ly/NovembroNegro2026, onde também estão as regras completas do edital.
Podem concorrer artistas, grupos e coletivos representados por pessoa jurídica, incluindo MEI (Microempreendedor Individual), desde que a empresa pertença ao próprio artista, a um integrante do grupo ou a um empresário exclusivo com atuação compatível com a proposta apresentada.
O edital aceita projetos em linguagens variadas: música, dança, teatro, circo, performances, saraus, slams, batalhas de rima e outras expressões do hip hop, além de oficinas, palestras, rodas de conversa, contação de histórias e intervenções artísticas. Também entram manifestações da cultura popular e tradicional de matriz africana, como capoeira, jongo, samba de roda e maracatu, inclusive propostas de povos e comunidades tradicionais de terreiro.
O Novembro Negro é organizado em referência ao Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, lembrado em 20 de novembro, data da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695, último líder do Quilombo dos Palmares. Segundo a Prefeitura de Santo André, a programação tem como objetivo valorizar a história, a memória e as expressões artísticas da população negra, contribuir para o enfrentamento ao racismo e dar visibilidade à produção artística negra da cidade e da região.
A data de 20 de novembro foi proposta em 1971 pelo Grupo Palmares, de estudantes e intelectuais negros de Porto Alegre, entre eles Oliveira Silveira. Em 1978 passou a ser defendida pelo Movimento Negro Unificado (MNU) e ganhou repercussão nacional. Em 2003, a Lei Federal nº 10.639 tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira nas escolas do país. A data foi oficializada como Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra em 2011, pela Lei nº 12.519, e só se tornou feriado nacional em dezembro de 2023, com a sanção da Lei nº 14.759.
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