SP lidera criação de empregos no país em setembro, diz Caged

Estado abriu 19,3 mil vagas com carteira assinada, mas ritmo nacional de contratações caiu 43,5% ante setembro de 2025

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

São Paulo foi o estado que mais abriu vagas com carteira assinada em setembro, com saldo de 19,3 mil postos de trabalho, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quarta-feira (4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O estado ficou à frente de Pernambuco (13,3 mil) e Alagoas (11,1 mil), as outras duas unidades da federação com melhor desempenho no mês.

O resultado paulista contrasta com o cenário nacional, mais fraco. O Brasil criou 121,3 mil empregos formais em setembro, 43,5% a menos que no mesmo mês de 2025, quando haviam sido abertos 214,6 mil postos. Segundo o Ministério do Trabalho, a retração é puxada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. Em relação a agosto deste ano, quando o país gerou 161 mil vagas, o saldo de setembro caiu 24,7%.

Pior setembro da série histórica

Na comparação com os meses de setembro desde 2020, ano em que o Caged passou a usar a metodologia atual, o resultado de 2026 é o mais fraco da série. De janeiro a setembro, o país acumula queda de 27,9% na criação de vagas formais: foram 1.248.914 postos abertos nos nove primeiros meses de 2026, ante 1.731.398 no mesmo período de 2025.

Apesar do cenário mais contido, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos no mês passado em todo o país. Somente a agropecuária teve saldo negativo, com 4.381 demissões a mais que contratações, movimento típico do período, segundo o ministério, por causa do início do plantio. Os serviços lideraram as contratações, com 81,2 mil postos, seguidos por indústria (19,3 mil), comércio (15,7 mil) e construção civil (9,5 mil).

Saúde, transporte e indústria de alimentos puxam vagas

Dentro do setor de serviços, que respondeu pela maior parte das contratações no país, os destaques foram atividades administrativas e serviços complementares (18,3 mil vagas), saúde humana e serviços sociais (15,4 mil) e transporte, armazenagem e correio (13,2 mil). Na indústria, o avanço veio puxado pela fabricação de alimentos (17 mil postos), reflexo do início da produção voltada ao período de Natal, segundo o ministério.

O salário médio real de admissão no Brasil em setembro foi de R$ 2.429,41, praticamente estável em relação a agosto (R$ 2.430,51) e 1,88% acima do registrado em setembro de 2025 (R$ 2.384,51). Com o resultado do mês, o país fechou setembro com 48,35 milhões de trabalhadores com carteira assinada, alta de 0,25% sobre agosto e de 1,65% em relação a setembro do ano passado.

Rio Grande do Sul foi o único estado com saldo negativo em setembro, com 2,9 mil demissões a mais que contratações, atribuídas pelo Ministério do Trabalho ao fim da safra de fumo e à retração do comércio varejista. Acre, Goiás e Maranhão tiveram os menores saldos positivos do país, com 235, 307 e 654 vagas, respectivamente.


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