Moradores de bairros como Jardim Miriam, Parque do Lago, Grajaú e Capão Redondo foram ao CEU Casa Blanca, na Vila das Belezas, neste sábado (07/11) cobrar obras e serviços que consideram urgentes para a zona sul. O motivo foi a audiência pública da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal sobre o Projeto de Lei 752/2026, que vai definir como a Prefeitura vai gastar os R$ 146,5 bilhões previstos no Orçamento de 2027.
O encontro reuniu representantes das subprefeituras de Campo Limpo, M'Boi Mirim, Santo Amaro, Capela do Socorro, Cidade Ademar, Jabaquara, Parelheiros, Ipiranga e Vila Mariana, região que soma mais de 3,8 milhões de moradores. É a quinta de vinte audiências públicas que a Câmara promove pela cidade até a votação da lei orçamentária, sendo cinco regionais, duas gerais e treze temáticas.
Um dos pontos centrais do debate foi o Orçamento Cidadão, mecanismo pelo qual os próprios moradores escolhem em quais obras e serviços o dinheiro será aplicado em cada subprefeitura. Para 2027, a proposta reserva R$ 320 milhões ao programa no total, com R$ 10 milhões distribuídos igualmente entre as 32 subprefeituras da cidade.
Moradores também citaram a regionalização dos investimentos, outro tema da audiência, que trata de como o orçamento é dividido entre as diferentes regiões da capital. Durante a reunião, foi informado que a área de mananciais, que abrange Parelheiros, Capela do Socorro e Cidade Ademar, deve receber R$ 593 milhões em 2027 para urbanização e conclusão de obras já iniciadas.
No Jardim Miriam, área de manancial na zona sul, moradores pediram asfalto, drenagem e saneamento, além de investimento para preservar as represas da região. No Parque do Lago, em Cidade Ademar, a reclamação é sobre buracos nas ruas, que segundo moradores danificam carros, provocam acidentes e isolam o bairro.
Na área da saúde, foi pedida a instalação de um aparelho de ressonância magnética no Hospital Municipal Dr. Arthur Ribeiro de Saboya, o Hospital Jabaquara, que tem mais de 40 anos e atende toda a zona sul sem o equipamento. Hoje, pacientes precisam se deslocar a outro bairro, com várias trocas de condução, para fazer o exame. Também foi cobrada a construção de um hospital municipal no Capão Redondo, para desafogar a demanda do M'Boi Mirim e de outras unidades da região.
Usuários do transporte público pediram abrigos com assento e acessibilidade nos pontos de ônibus da linha Chácara Santana, hoje sem cobertura para idosos e gestantes. Já a Estrada da Baronesa, na altura da Ponte do Jaracati, foi apontada como ponto de alagamento recorrente em dias de chuva, que chega a interromper a passagem de carros e caminhões mesmo com um piscinão instalado nas proximidades. A coordenadora do Fórum da Pessoa Idosa do Grajaú pediu ainda a criação de três Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar (EMADs) para o Corredor Magia, o Grajaú e Parelheiros, além da ampliação do Programa de Assistência à pessoa idosa.
O relator da LOA 2027, vereador Marcelo Messias (MDB), afirmou que a gestão municipal tem entregado obras em escolas, UBSs, CEUs, habitação e no transporte aquático exclusivo da zona sul, e defendeu que os recursos do Orçamento Cidadão cheguem efetivamente a cada território em 2027. O vereador Silvinho Leite (UNIÃO) questionou os critérios de distribuição do orçamento entre as regiões da cidade e informou que está em discussão a criação de uma Secretaria da Pessoa Idosa.
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