Gesto com uma mão ajuda a pedir socorro em bares de SP

Protocolo Não se Cale já formou 139 mil pessoas para reconhecer sinal de ajuda e agir com discrição

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Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo
Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

Uma mulher em situação de risco dentro de um bar, restaurante ou casa noturna em São Paulo pode pedir socorro sem falar nada. Basta levantar uma mão, com a palma voltada para fora, dobrar o polegar para dentro e fechar os outros quatro dedos por cima dele, como um punho. O movimento é conhecido internacionalmente como Signal for Help e foi incorporado ao Protocolo Não se Cale, do Governo do Estado de São Paulo.

O protocolo existe desde 2023 e obriga bares, restaurantes, casas noturnas e espaços de eventos no estado a capacitar funcionários para identificar situações de assédio, importunação sexual e violência contra a mulher. A coordenação é da Secretaria de Políticas para a Mulher.

Como funciona o atendimento

Quem reconhece o sinal não deve confrontar o possível agressor nem expor a mulher a mais risco. A orientação é agir com discrição: levar a mulher para um ambiente reservado, longe do agressor, e oferecer apoio, que pode ser acompanhá-la até um transporte ou acionar a polícia, sempre conforme a decisão dela. Em caso de perigo imediato, a Polícia Militar pode ser chamada pelo telefone 190.

A lei estadual também exige que esses estabelecimentos fixem cartazes informativos sobre o protocolo em locais visíveis, incluindo os banheiros femininos.

Procura pela capacitação cresce

O curso é gratuito, online, tem carga horária de 15 horas e é oferecido em parceria com o Procon-SP. Até setembro de 2026, o Protocolo Não se Cale somava mais de 186 mil inscritos e mais de 139 mil pessoas que concluíram a formação em todo o estado. O número de inscritos subiu 67% e o de concluintes cresceu cerca de 104% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

O conteúdo aborda os tipos de violência contra a mulher, como identificar situações de risco, reconhecer sinais de socorro e encaminhar vítimas às redes de saúde e segurança pública. As inscrições seguem abertas pelo site www.mulher.sp.gov.br/sec_mulheres/nao_se_cale.

"Esse gesto é uma ferramenta importante porque muitas mulheres, por medo ou pela presença do agressor, não conseguem pedir socorro diretamente. Mas tão importante quanto conhecer o sinal é saber como agir ao identificá-lo", afirma a secretária de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni.

Mulheres em situação de violência podem procurar uma Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) ou ligar para a Central de Atendimento à Mulher, no telefone 180. Em emergências, o número é o 190. O protocolo integra o SP Por Todas, movimento do governo estadual com políticas de segurança, proteção, saúde e autonomia voltadas às mulheres.

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