Lula topa condições de Flávio para abrir sigilo bancário

Campanha petista dá até 11h de quinta para rival também liberar dados antes do segundo turno de domingo

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A coordenação da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição informou nesta quarta-feira (21) que o presidente aceitou todas as condições impostas por Flávio Bolsonaro (PL) para a quebra recíproca de sigilo bancário e telefônico. O anúncio foi feito pelo coordenador da campanha petista, Camilo Santana.

Segundo Camilo, Lula não questiona nenhum dos pontos exigidos pelo adversário, desde que Flávio também cumpra o que já havia sido formalizado pelo petista junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A campanha de Lula fixou prazo até as 11h desta quinta-feira (22) para que Flávio libere seus próprios dados e os de parentes, mesmo horário em que Camilo pretende protocolar a resposta formal no TSE, em Brasília.

"Não pode deixar pra depois da eleição. O prazo é amanhã", disse Camilo Santana, reforçando que o segundo turno acontece no próximo domingo (25).

Origem do desafio

A disputa pela quebra de sigilo começou durante o debate entre os dois candidatos, realizado no último domingo (18). Na ocasião, Lula se dispôs a abrir seus próprios dados bancários e telefônicos, além dos da esposa e dos filhos, caso Flávio fizesse o mesmo.

Na segunda-feira (20), Lula esteve no TSE e protocolou requerimento autorizando a divulgação de suas informações, aguardando a resposta do adversário.

Contraproposta de Flávio

Nesta quarta (21), Flávio Bolsonaro condicionou sua adesão à ampliação do pedido. Ele exigiu que Lula inclua na quebra de sigilo os dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete da Presidência, além dos registros de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto e do sigilo de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente.

De acordo com Camilo Santana, todas essas exigências foram aceitas pela campanha petista. "Se ele não deve nada, ele deveria ter aceito o desafio do presidente Lula naquele domingo", declarou o coordenador.

Fonte: Agência Brasil.


FONTE: Agência Brasil
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