São Paulo vai sediar, pela primeira vez na América Latina, a GITEX, considerada uma das maiores feiras de tecnologia e inovação do mundo. O evento acontece nos dias 16 e 17 de março de 2026, no Distrito Anhembi, na zona norte da capital, com foco em inteligência artificial, startups e investimentos em tecnologia.
A feira é realizada originalmente em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e reúne empresas, investidores, startups, governos e especialistas para discutir o futuro da economia digital. A edição paulistana tem como objetivo conectar o mercado latino-americano a empresas e investidores internacionais.
A confirmação do evento foi detalhada nesta segunda-feira (26) durante reunião da Comissão Extraordinária de Inovação, Tecnologia e Cidade Inteligente da Câmara Municipal de São Paulo. O colegiado recebeu o diretor da GITEX na América Latina, Bruno Veronezze, e o pesquisador do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) Filipe Antonio Marques Falcetta.
O presidente da comissão, vereador Sansão Pereira (Republicanos), defendeu que o evento inclua ações voltadas a empreendedores da periferia da cidade. Segundo Veronezze, a organização já trabalha para identificar projetos vindos das comunidades para expor durante a feira.
A GITEX também mantém o North Star, programa global voltado a startups, investidores e ecossistemas de inovação. A iniciativa oferece espaço de apresentação para investidores, concurso de startups, rodadas de negócios e estandes de exposição, de acordo com Veronezze.
Sansão Pereira afirmou que a inteligência artificial pode melhorar os serviços públicos, mas defendeu cuidados com privacidade e segurança dos dados na implementação de soluções pelos órgãos da prefeitura. Para o vereador, a feira deve aproximar especialistas e empresas de tecnologia do poder público municipal.
Veronezze disse que o tema da cibersegurança será debatido durante o evento em São Paulo e citou uma palestra realizada neste ano na cidade com o diretor de cibersegurança dos Emirados Árabes, que compartilhou iniciativas adotadas pelo governo do país com executivos e representantes do poder público brasileiro.
Na mesma reunião, o pesquisador do IPT Filipe Antonio Marques Falcetta, especializado em hidrologia urbana, drenagem e resiliência a inundações, apresentou o projeto "CCD Cidades Resilientes a Inundações". A iniciativa busca soluções científicas, tecnológicas e urbanísticas para reduzir o impacto de enchentes e eventos climáticos extremos na cidade. O presidente da Abriesp (Associação Brasileira da Indústria do Esporte), Mauricio Fernandes, também acompanhou os trabalhos da comissão.
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